Eleonora Mendonça é destaque na revista OnRun

Publicada em 08/04/2022

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Participação de Eleonora Mendonça no programa Corridologia

Entrevista faz parte dos preparativos para Maratona do Rio 2021
Realizada no dia 04/11/2021

Confira a participação de Eleonora Mendonça no Programa Resgate Atletismo

Realizada no dia 11/07/2021

Texto publicado no Instagram de Edson Luciano em 12/12/2021

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Eleonora Mendonça é homenageada por Edson Luciano Ribeiro - Vice-presidente da CBAt

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Você já ouviu falar de Eleonora Mendonça?
 

Ela foi nada mais, nada menos, que a primeira mulher brasileira a participar de uma maratona olímpica. A que ela participou ocorreu em Los Angeles, no ano de 1984.

Foi também organizadora do primeiro circuito de corridas de rua do Brasil, a primeira maratona do país, e uma das co-editoras da primeira revista especializada em corrida do país: "A Corrida".

Até o início dos anos 1970, as mulheres eram proibidas de participar de maratonas. Eleonora teve papel fundamental na liberação das modalidades de corrida para as mulheres.

Trabalha há mais de 30 anos defendendo a participação de mulheres em corridas.

No ano de 2017 fundou o instituto que leva seu nome e tem como objetivo resgatar e preservar registros históricos esportivos - divulgando e organizando eventos culturais e sociais que envolvam o esporte, além de traçar estratégias de ação para o desenvolvimento do esporte e da sociedade.

Um estímulo a mais para que você, mulher, se fortaleça em nosso esporte!

Viva Eleonora!

Eleonora Mendonça, a ativista por trás da Maratona do Rio

Matéria publicada no site do ESTADÃO em 13/11/2021 - Por: Silvia Herrera

Não sabendo ser impossível, foi lá e fez. A carioca Eleonora Mendonça é dessas. Ela tem estilo e fôlego de sobra para encarar qualquer desafio. Neste sábado, 13 de novembro, ela completa 73 anos e há 30 criava a primeira Maratona e Meia Maratona do Rio, evento que terá sua 19ª edição nesta segunda-feira, 15 de novembro, marcando a retomada das grandes corridas de rua no Brasil. Eleonora, que corre diariamente, estará lá na chegada para receber os concluintes.

Coragem, força, pioneirismo e dedicação são lembrados no Dia Internacional da Mulher

Matéria publicada no site da CBAt em 08/03/2021

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A data de 8 de março é especial porque marca a luta pela igualdade de direitos com os homens desde setores da sociedade civil até no esporte. Um ícone dessa empreitada é carioca Eleonora Mendonça, a primeira atleta brasileira a participar de uma maratona olímpica em Los Angeles-1984

Bragança Paulista - O Dia Internacional da Mulher, instituído pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 1975, é comemorado nesta segunda-feira (8/3) em todo o mundo e em diversos setores da sociedade. No esporte e mais especialmente no atletismo a data é reverenciada pela luta sobre as condições de competição equiparadas às dos homens.

 

Um grande exemplo dessa luta foi dado pela carioca Eleonora Mendonça, a primeira brasileira a disputar uma maratona olímpica, nos Jogos de Angeles-1984. Como co-presidente do Comitê Internacional de Corredores, ela investiu na função de ativista e trabalhou para a inclusão de eventos femininos de longas distâncias nos campeonatos internacionais. “Em 1983, no primeiro Campeonato Mundial de Atletismo, em Helsinque, anunciamos a abertura de um processo por discriminação de gênero contra o Comitê Olímpico Internacional (COI)”, lembrou a antiga recordista brasileiro dos 800 m, 1500 m e maratona. “Dessa luta, nasceram decisões importantes para a igualdade de direitos.”


 

Apenas um ano depois, a maratona e os 3.000 m femininos já eram disputados em Los Angeles, os 10.000 m passaram a ser realizados em Seul-1988 e os 5.000 m começaram em Atlanta-1996. Depois foram incorporados o salto com vara e os 3.000 m com obstáculos, por exemplo.


 

A luta continua em toda a sociedade, com a solicitação de prêmios iguais entre homens e mulheres nas competições e a igualdade de salários para pessoas que ocupam o mesmo cargo, com as mesmas qualificações e com experiências semelhantes.


 

A World Athletics, a Federação Internacional de Atletismo, criou em 2017, o programa de liderança de gênero e ações vêm sendo adotadas para implementação do projeto. A meta é que o atletismo mundial tenha, até 2027, mais mulheres em cargos de liderança nas federações, associações e na própria World Athletics.


 

Na Confederação Brasileira de Atletismo, o Comitê Feminino trabalha desde 2017. Em 2020, por exemplo, o grupo formado pela coordenadora Elisângela Maria Adriano e as ex-atletas Esmeralda de Jesus Freitas de Paula, Maria Magnólia Sousa Figueiredo e Rita de Cássia Santos de Jesus realizou o I Fórum Mulheres em Movimento no Atletismo, com a participação de especialista, com o objetivo do compartilhamento do conhecimento e troca de experiências entre treinadoras. A psicóloga Maria Regina del Carlo é a ouvidora do Comitê Feminino.

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Eleonora Mendonça, precursora feminina nas corridas de rua

Matéria publicada na Revista Podium edição 22 - set/2020

Clique nas fotos para ler a matéria

Eleonora Mendonça

Matéria publicada no blog Corrida Nossa do Dia a Dia - 08/03/19

            - Por Thiago Lima

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Hoje, as mulheres representam aproximadamente metade dos corredores de rua no Brasil. Em pesquisa realizada pela USP, em 2016 elas representavam 42% e já eram maioria em provas como as meias maratonas.

Mas nem sempre foi assim, as mulheres vieram conquistando espaço, no decorrer do tempo, com muita luta e suor. Como já retratamos aqui no blog, tudo começou em 1966 com a Roberta Gibb e em 1967 com a Kathrine Switzer. No Brasil, a Eleonora Mendonça é a mulher que leva o título de pioneira da corrida de rua, ela foi a primeira mulher brasileira a participar de uma maratona olímpica, porém a história dela é muito maior do que “apenas” de uma corredora.

Antes de começar a correr, a Eleonora joga tênis, porém, em uma aula de ginástica, rompeu o ligamento cruzado, perdeu a movimentação lateral e sem se recuperar por completo, decidiu abandonar o esporte. Foi então, que em 1971, enquanto fazia o mestrado de Educação Física, em Boston, decidiu começar a correr e nunca mais parou.

Ao voltar para o Brasil, a Eleonora começou a treinar ao redor do campo de futebol do Fluminense e meio que sem querer, acabou chamando a atenção “e foi então convidada a participar do Campeonato Sul-americano de Atletismo de 1973, no Chile, onde seria a única mulher a disputar a prova dos 1.500m rasos”¹. Mas por conta da Ditadura Pinochet, a competição aconteceu apenas no ano seguinte, o primeiro passo de uma carreira vitoriosa.

Desde então, Eleonora foi recordista brasileira e sul-americana em todas as distâncias entre os 1.500m e a maratona. Como no início dos anos 70 não havia corridas para mulheres no Brasil, participava apenas de provas internacionais, foi então que em 1978, começou a organizar corridas de rua no Brasil, com o intuito de fazer a inclusão das mulheres na corrida de rua e, justamente por isso, em 1981, realizou no Rio de Janeiro a primeira corrida feminina da América Latina. A corrida fez tanto sucesso, que na sua 4ª edição, em São Paulo, bateu o recorde mundial de mulheres inscritas, foram mais de 6 mil inscrições.

Em 1979, foi eleita presidente do Comitê Internacional de Corredores, que com muita luta fizeram o Comitê Olímpico Internacional (COI) incluir as provas de 3.000m e os 400m com barreira, além da maratona feminina nos Jogos Olímpicos, o que aconteceu a partir de 1984, nos Jogos Olímpicos de Los Angeles.

Em paralelo a essa luta pelos direitos das mulheres, pela inclusão delas e igualdade no mundo do esporte, ela continuava correndo e treinando forte, assim, entrou ainda mais na história, se tornando a primeira mulher brasileira a participar de uma Maratona Olímpica, justamente em Los Angeles em 1984.

A luta não parou por ai, o “comitê resolveu abrir um processo de discriminação de gênero contra o COI e a Federação Internacional de Atletismo. Esperamos a realização da primeira maratona em um Mundial, em Helsinque, 1983, e soltamos a bomba. O impacto foi tão grande que, três meses depois, foi anunciada a inclusão dos 10.000m na Olimpíada de Seul-1988 e dos 5.000m em Atlanta-2000. A última, os 3.000m com obstáculos, só entrou em Pequim-2008. Demorou muito, mas organizamos um grande movimento feminista no esporte. Talvez o maior”², afirmou em entrevista a “O Globo”.

Além de tudo, foi a criadora de uma das maratonas mais desejadas do Brasil, a Maratona do Rio de Janeiro. Hoje, ela preside o Instituto Eleonora Mendonça que tem como objetivo “resgatar, preservar registros históricos esportivos, divulgar e organizar eventos esportivos, culturais e sociais e traçar estratégicas de ação para o desenvolvimento do esporte e da sociedade”³.

A Eleonora é um exemplo vivo da luta da mulher pela igualdade, pelos direitos e pela democracia, ela realizou muitos sonhos pessoais e através disso permitiu que muitas outras mulheres pudessem sonhar alto, por isso e por tudo o que não coube nessas poucas palavras, meus parabéns pela história e meu muito obrigado por tudo o que fez e faz pelo esporte.

E a todas as mulheres, um feliz Dia Internacional da Mulher.

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 Referências:
1 - https://userabbits.com.br/eleonora-mendonca-primeira-maratonista-olimpica-brasileira/
2 - https://oglobo.globo.com/sociedade/conte-algo-que-nao-sei/eleonora-mendonca-ex-maratonista-organizamos-grande-movimento-feminista-no-esporte-20800899
3 - https://www.institutoeleonoramendonca.org.br/objetivos
http://runnersworld.com.br/8-mulheres-que-mudaram-historia-da-corrida-no-brasil/

A (ÁRDUA) TRILHA DA CONQUISTA

Matéria publicada na revista O2 - Mar 2018

VIDA CORRIDA

Matéria publicada na Runner´s World Brasil edição 109 - Jan/Fev 2018

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8 mulheres que mudaram a história da corrida no Brasil

Publicado na revista Runner´s World Brasil em 18/10/2017

Nas ruas ou nas pistas, elas abriram espaço para o público feminino no esporte

Hoje, o público feminino é maioria entre atletas que completam meia-maratona – uma das distâncias mais populares na corrida de rua – tanto nos EUA quanto aqui no Brasil. No ano passado, 42% dos participantes em corridas nacionais foram mulheres, segundo estudo realizado na USP.

Porém, nem sempre foi assim. Em 2015, esse número era de 32%. Há três décadas, não havia tantas pesquisas sobre o assunto, mas o que relatam as corredoras de rua da época era uma grande maioria masculina, com elas como exceção.

Por conta da militância e de grandes resultados, atletas brasileiras foram decisivas para abrir as portas a mais mulheres no esporte. Veja a história de algumas delas aqui:

  1. ELEONORA MENDONÇA

No lugar certo e na hora certa: Eleonora Mendonça cursava mestrado em educação física nos EUA quando o boom da corrida se espalhava pelo país. O ano era 1972, e Frank Shorter havia sido o campeão da mara­tona na Olimpíada de Munique. Foi nesse cenário que Eleonora começou a correr.

Quando voltou ao Brasil, Eleonora encontrou um cenário oposto. A adesão à corrida de rua era baixa, especialmente entre as mulheres. Ela começou a disputar provas nacionais e internacionais represen­tando o Clube do Fluminense e o Brasil com recordes e medalhas, mas não parou por aí. Eleonora passou a organizar eventos de corrida no país, entre eles a 1ª Corrida Avon, em 1980, exclusiva para o público feminino. “Às mulheres, só faltava oportunidade. Quando as portas se abriram, elas vieram”, diz a atleta.

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Eleonora Mendonça: conheça a pioneira das corridas no Brasil
Saiba quem é a primeira brasileira a correr uma maratona olímpica, a organizadora do primeiro circuito de provas e da primeira maratona do país

Publicado no site globo.com em 12/04/2012

Pioneira plena. Essa é a expressão que melhor define a carioca Eleonora Mendonça, a primeira brasileira a correr uma maratona olímpica, organizadora do primeiro circuito de corridas de rua do Brasil e da primeira maratona do país. Achou pouco? Ela também deteve o recorde brasileiro da maratona por oito anos. Portanto, se hoje você tem opções de provas praticamente todo fim de semana, pode começar agradecendo à madrinha delas.

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O ano era 1972. Eleonora, praticante de esportes desde a infância, estava fazendo mestrado em Educação Física nos Estados Unidos quando o maratonista Frank Shorter venceu a maratona olímpica em Munique, na Alemanha, causando uma comoção positiva entre os americanos. Empolgada com a energia, a carioca começou a correr.

De volta ao Brasil no mesmo ano, Eleonora virou sócia do Fluminense e corria sempre em volta do campo, quando recebeu o convite de um técnico para participar de provas de atletismo. Começou então pelas competições de pista, de 800m, 1.500m e 3.000m.

Em 1974, Eleonora voltou aos Estados Unidos para trabalhar como advogada, em Boston, onde o movimento de corrida estava muito forte. Em 1976, a atleta realizou o sonho de muitos e participou da Maratona de Boston, após conseguir índice debaixo de muita neve na Silver Lake Marathon, primeira maratona de sua vida. A primeira das aproximadamente 50 que ela disputou entre 76 e 88.

Pioneirismo na organização de provas

De olho na São Silvestre, que tinha liberado a participação feminina em 1975, em homenagem ao Ano Internacional da Mulher, Eleonora estava de volta em 1977, já com a intenção de começar a organizar provas por aqui. Foi quando soube que o jornalista americano Yllen Kerr (autor do livro “Corra para Viver”, de 1979) estava promovendo uma corrida de veteranos no Rio, no dia 31 de dezembro. Conversaram e tiveram a ideia de montar uma prova aberta, não só para veteranos, a Corrida de Copacabana, com percurso de 8 km, no início de 1978. Daí surgiu a Printer, firma especializada em eventos de corrida de rua.

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Com as ideias em pleno transbordamento criativo, Eleonora resolveu chamar os principais atletas estrangeiros que participavam da São Silvestre para, no domingo seguinte, disputar uma prova de 8 km pela orla da Zona Sul do Rio. Em janeiro de 1979, nascia a Corrida Internacional Leblon-Leme, realizada sem interrupções por 15 anos, até 1994.

 

Neste mesmo histórico ano de 79, a Printer realizou a primeira maratona do Brasil, nomeada de Maratona Internacional do Rio de Janeiro, e a primeira corrida feita exclusivamente para mulheres, parte do circuito internacional da Avon, que tinha Kathrine Switzer à frente do departamento esportivo. Além das provas, Eleonora e Yllen editaram a primeira revista especializada em corrida do país, “A Corrida”, coroando o pioneirismo da carioca multifacetada. Em 1980, a prova feminina, realizada em São Paulo, bateu recorde mundial, com cinco mil participantes.

O apogeu

Eleonora Mendonça representou o Brasil na primeira maratona olímpica feminina da história, disputada nos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em agosto de 1984, com tempo de 2h52m19s. Além da vertente esportiva, a atleta fulgurou na parte política do esporte, como presidente do Comitê Internacional de Corredores, criado em 1978, que pressionou o Comitê Olímpico Internacional (COI) para que esta maratona feminina fosse realizada, além das provas de 5.000m e 10.000m.

- O esporte não é só competição e medalha; é um desafio mental, físico e pessoal. Cada um encara de uma forma. Independentemente do objetivo, o importante é manter as pessoas se movimentando, para uma sociedade sadia. Considero a corrida a atividade mais fácil de se desenvolver, pois você não depende de ninguém, basta um sapato de corrida, em qualquer hora, em qualquer lugar. Não precisa de técnica, nem de técnico, é só fazer os exames médicos antes de começar. Cada um faz a sua crítica, mas eu aplaudo e louvo qualquer pessoa que esteja na rua com tênis de corrida se mexendo - afirmou Eleonora, em entrevista à Revista Contra-Relógio.

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